Sei lá se tem forma melhor pra dizer uma coisa como tonhisse, expressão daqui de São Paulo. Eu fui um tonhão na semana passada. Fui passear com os cachorros no sábado e lá pra segunda-feira me toquei: cadê minha carteira?
Eu lembrava de ter tirado um dinheiro dela pra ocasião, mas não de sair com ela.
Passei o quê? Umas 4 horas procurando? Talvez mais. Eu sei que na terça-feira cancelei todos os cartões. Inclusive aquele que estava no formulário de imigração.
A gente não sabia lá muito o que fazer. A Liana mandou e-mail perguntando a respeito, mas sem resposta. Quinta-feira a moça que limpa aqui em casa achou minha carteira. Intacta. Mas já era tarde.
Hoje eu recebi uma cartinha com a flourdelisé e o meu nome. Abri e lá dizia, com uma educação ímpar, que tentaram passar meu cartão, mas que foi recusado. Foi mesmo, eu tonhei né.
Temos 90 dias pra mandar um novo formulário preenchido. Ótimo, mas é um pequeno atraso que eu juro que não queria. Mea culpa.
Portanto você, alguém acostumado a tropeçar em mesinhas de centro, a esquecer a chave e passar horas procurando no bolso até, realmente, achar; ou alguém como eu que vive tendo as coisas escondidas por gnomos, que depois colocam estas coisas de volta no mesmo lugar onde você deixou (sou uma vítima antiga deles), já sabe: mandou cartão errado? Manda outra carta com tudo certo em seguida.
Só não seja tonho de perder durante a mais longa greve dos correios já registrada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário